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Rally
Cerapió - 2008 |
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A edição 2008 do CERAPIÓ, terá a presença de
um integrante da Companhia da Trilha. José
Scheid, estará novamente no nordeste, para
participar do maior Rally de regularidade do
Brasil. A equipe é formada juntamente com o
piloto Marcelo (Kiko ) Fabro de Caxias do
Sul, que participa pela primeira vez,
enquanto José esta na segunda participação.
A largada aconte dia 23 de janeiro na cidade
de Fortaleza, no Ceará e a chegada dia 26 em
Recife, passando ainda por cidades como
Mossoró/RN, Natal/RN, João Pessoa/PB.
O percurso será de 1.400 km de trilhas e
estradinhas no litoral e no sertão
nordestino.
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RELATOS |
1° Dia
Depois da largada promocional que foi na dia
22/01/08, as 20:00 h, no mesmo hotel onde
estávamos hospedados, fomos dormir com
certa preocupação com a largada de fato.
Entre tantas possibilidades, tinha previsão
de chuva para o 1º dia de prova. como seria
a pilotagem nas areias e serras do Ceará.
As 4:30 h do dia 23, já de pé. O café foi
servido as 5:00. A primeira notícias veio
logo. Choveu a noite toda. Mas que nada,
lá vamos nós para a largada que foi as 5:30,
15 km longe do hotel e pelo transito de
Fortaleza. Cruel. Cheguei no local da
largada 1 minuto antes. Deu tempo pra lançar
o tempo de largada e acelerar. ainda bem que
a aferição tinha sido feita no dia anterior.
Logo deu pra perceber que as medias da
categoria sênior estavam bem apertadas,
ainda mais com chuva. Com uma hora de prova
peguei um preguinho FDP. Achei logo uma
borracharia, pois tava chegando em
Maranguape. Paguei em dobro para passar na
frente de uma kombi e 20 minutos depois
estava acelerando. Engoli um neutro e me
mandei para a serra. Essa serra foi muito
comentada nos dias anteriores e alertaram
que era bicho feio.
E era. Como eu estava uns 15 minutos
atrasado em função do pneu furado, fiquei
atrás da categoria executivo. Ficou mais
feio ainda.
Trancou tudo. Não subiu mais nada. O jeito
foi abortar a serra e procurar pelo próximo
neutro.
Ainda faltavam 6 horas de prova. E com
chuva. Mas o restante do trecho tava
legal. Legal se não tivesse soltado o
remendo do borracheiro que recebeu em
dobro. Faltavam 2 horas para o final e lá
tava eu num povoado, onde tinha uma igreja,
um bar e uma borracharia. O seu João.
Trilheiro não desiste. Consertado o pneu,
terminei a prova com 45 minutos de atraso.
Mas não para descansar.
Chegando em Mossoró/RN, achei um lava jato e
lavei a moto. O lavador logo viu um
vazamento de óleo. Era o retentor da
embreagem.
Lá vai eu, desta vez pra concessionária.
Ainda bem que tinha. Também tinha o
retentor. As 18:00 horas cheguei no hotel.
Ufa.
José
2° Dia
Nesta quinta feira levantei com o pé
direito para dar sorte. O segundo dia,
e também o mais longo em distância e
tempo. E para completar, na reunião dos
pilotos, os diretores de prova foram
muito enfáticos quanto aos perigos das
trilhas.
Alertaram, principalmente os
mata-burros. Não teria grandes
problemas, mas os mata-burros do
nordeste tem vão central livre. Ou
seja, tem só os dois trilhos. No meio e
nos lados fica um buraco. Tinha mais de
20 ou 30 deles. E ainda tem as
erosões, agravadas pelas chuvas que tem
havido antes do tempo nesta região. É o
chamado inverno deles que chegou antes.
E muita trilha rápida.
Lá vamos nós. As 6:00 h, largamos para
enfrentar mais de 400 km de um percurso
cruel por dentro do sertão nordestino.
Tinha de tudo. Areia, cascalho, subida,
descida.
Mas, ao contrário do dia anterior, deu
tudo certo. A cada 100 km, mais ou
menos, encontrava a equipe de apoio,
dava um refresco e acelerava novamente.
As 17:00 h estava instalado na beira da
praia tomando uma caipirinha e comendo
peixe frito. Beleza de dia.
3° Dia
Natal/RN à João Pessoa/PB.
O terceiro dia começou com uma trilha de
arrepiar. Saímos de Natal pela via costeira
sul. logo saímos e pegamos um areião de
fundamento. Foram 45 minutos de areia
pesada. Os braços ficaram amortecidos de
tanto grudar no guidão. No primeiro neutro,
que foi logo depois da areia, pude descansar
e me recompor para o restante do dia que
seguiu mais ameno, com trilhas mais fáceis.
O ruim foi cruzar a BR 101 umas 3 vezes.
Aliás, BR que está sendo duplicada em toda
sua extensão. muitas obras.
E também muitos canaviais. E muitos laços
no meio dos canaviais. Hoje descobri que o
campeonato brasileiro permite passar duas
vezes pelo mesmo PC. Pelo menos acertei.
Muitos se deram mal.
Chegamos mais cedo no destino e desta forma,
foi o primeiro almoço, mesmo as 15:30 h. Nos
outros dias ficamos sem almoço e jantamos em
torna das 19:00 h, pois as 20:00, em todos
os dias participamos da reunião dos pilotos.
Agora falta apenas um dia, Recife nos
espera.
José
4° Dia
Foi dia de descansar um pouco mais. A
largada de João Pessoa, para o último
dia do Cerapió/2008, foi as
8:00 h. Mas antes, ainda na noite
anterior, eu mais a equipe de apoio
fomos procurar por um prato de massas.
Ótimo para recompor as energias.
Largamos na beira mar, mais uma vez. E
também mais uma vez, a primeira trilha
foi de arrepiar. Chamada de trilha do
presídio,
um balaio de laços dentro de uma mata
rala e com bastante areia e 4 PCs bem
colocados. Meu colega de equipe,
Marcelo, acertou um toco e machucou o
pé. Mas continuou na prova até o final.
Ele teve um ótimo resultado terminando
em 6º na Master geral.
A diferença do 4º dia é que além dessa
1ª trilha radical, tinha mais duas com
muita navegação. Foi minha salvação
neste Cerapió.
Conquistei a 6ª colocação da categoria
Sênior neste dia. Com isso fiquei em
15º na classificação geral.
Satisfatória considerando os problemas
do 1º dia.
Em Recife, logo na chegada, fizemos um
Cross teste na pista de testes da
Honda. Tinha até PC de roteiro,
portanto, obrigatório.
Segundo informação não confirmada, vai
ser nesta pista uma etapa do brasileiro
de Cross. O detalha fica por conta da
areia em qualquer quantia. Muito
pesada.
Chegando na praia da Boa Viajem, em
Recife o Marcelo me esperava com uma
garrafa de uma boa champagne para a
comemoração da chegada. Depois de 1.400
km de trilhas entre Fortaleza e Recife,
um merecido descanso e talvez uma
olhadinha no carnaval de Olinda.
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Rally
Piocerá - 2007 |
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Chegamos em Canoa Quebrada.
Litoral do Ceará. Simplesmente
recomendo que não concertem a
canoa. Assim com está pode
ficar. A paisagem é muito
bonita, principalmente para quem
ficou durante os últimos 4 dias
vendo a dureza do sertão do
semi-árido nordestino.
Matérias
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